“A DROGA NÃO ME USA – SOU MAIS VIDA” É o titulo da cartilha lançada na cidade dos direitos.
Com um público de mais de 100 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, foi lançada, nesta quarta (7/12), na Cidade dos Direitos da Fundação Criança, em São Bernardo, a cartilha “A droga não me usa – Sou mais vida”. A publicação traz informações sobre as drogas, seus efeitos e danos, além de endereços, sites e telefones úteis e um resumo sobre o trabalho desenvolvido pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Estiveram presentes ao evento o deputado estadual, Donisete Braga, coordenador da Frente Parlamentar; o diretor presidente da Fundação Criança, Ariel de Castro Alves e a diretora técnica, Cormarie Perez; o vereador Claudio Manoel de Melo, de Ribeirão Pires; Davi Benetti, coordenador do Programa Redução de Danos – Consultório de Rua, da Divisão de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de São Bernardo, além de gerentes, coordenadores e educadores sociais da Fundação Criança e do CAMP-SBC - Centro de Formação e Integração Social.
Ariel de Castro Alves destacou a importância do trabalho preventivo no combate às drogas, lembrando que somente o crack atinge mais de 1,2 milhão de usuários no país.
O deputado Donisete Braga assegurou que o investimento do setor público na prevenção às drogas é muito mais barato do que o tratamento para dependentes químicos, que dura pelo menos de seis a 12 meses, sem contar os casos de reincidência. Segundo ele, anos atrás o uso do crack era relacionado aos moradores de rua, mas hoje está presente em todas as classes sociais.
Pesquisa
A Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, composta por 29 deputados, nasceu durante o Seminário Paulista de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, organizado em abril do ano passado, pelo deputado Donisete Braga, em conjunto com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
Para subsidiar suas ações, a Frente Parlamentar realizou uma pesquisa junto aos municípios paulistas, por meio de questionário, para mapear a situação frente à proliferação do uso de drogas no Estado. Destes, 325 responderam as perguntas, cuja análise também faz parte do conteúdo da cartilha.
Segundo o levantamento, com bases em dados registrados em 2010, o crack aparece como a droga ilícita predominante, na faixa etária de 16 a 35 anos, embora o uso tenha se mostrado significativo entre crianças e adolescentes, de 9 a 17 anos. A questão se agrava ao ser constatado que 79% desses municípios não dispõem de leitos públicos para tratar dependentes químicos. Lembrando também que a reincidência atinge índice superior a 50% dos pacientes.
Na região do ABC, de acordo com a pesquisa, 71% das cidades que responderam ao questionário reservam leitos para dependentes químicos, sendo que nenhuma delas recebe recursos do governo estadual para enfrentamento às drogas e 57% não recebem recursos do governo federal para este fim.
Diante do cenário projetado pela pesquisa, segundo Donisete Braga, o objetivo dos deputados é contribuir para a implementação de uma Política Estadual de Combate ao Crack e outras Drogas, com serviços de acolhimento, tratamento aos dependentes e mais ação da Segurança Pública.
Em São Bernardo, segundo informou Ariel de Castro, a Fundação Criança trabalha em parceria com o CAPs (Centro de Atendimento Pisicossocial) e há previsão de que no próximo ano seja implantada uma unidade do centro na Cidade dos Direitos, sede da Fundação Criança, para fortalecer o trabalho de forma integrada.
Fonte: Ana Valim / FCSBC
Notícia Publicada em: 09/12/2011

